E lá fui eu pra Eurodisney. Sempre achei, agora mais do que nunca, que não existe idade pra se divertir na Disney. É claro que a daqui é bem menor, mas acho que não deixa a desejar...
Peguei o RER e lá fui eu. Em menos de uma hora, cheguei na porta do parque. É bem pertinho de Paris. Comprei meu ingresso pros dois parques, Disneyland Parc e Walt Disney Studios, e comecei pelo segundo, já que fecha mais cedo.
Existe um esquema de "fast ticket" nas atrações mais cobiçadas, pra você "furar" fila. Você só pode pegar um fast ticket por vez e ele vale durante um período certo. Então você pode fazer outras coisas enquanto a sua hora não chega. Bastante prático. Peguei logo o da Torre e fui pras outras filas.
Eu adoro esses brinquedos de efeitos especiais. Não sou muito de montanha-russa. Tenho estômago fraco. Mesmo. Já vomitei depois de rodar num briquedo qualquer, que nem looping tinha, e eu tinha ido num parque com um menino que eu era a fim. Trauma eterno. E eu não queria guardar a imagem de ter vomitado numa pobre criancinha inocente na Eurodisney.
Fui na cabine de controle da estação russa de Armaggedon, com barulhos, explosões, fumaça, escotilha voando, a coisa toda. E depois fiz um tour pelos pedaços de set, com direito a terremoto, fogo, chuva cenográfica e inundação. Dessa vez, não sentei no lugar onde você é premiado com um banho. Traumas de Orlando, 1996.
Estou andando e vejo uma movimentação. Uma fila, que, aliás, nem era grande. Pra bater foto com o Mickey! Aaaaah, eu quero! "Miquê! Miquê!", gritavam as criancinhas. E lá foi a burra velha pra fila.
Pronto. Já tenho foto com o Mickey. Eu e os 38 queixos. Mas tudo bem...
Primeira fome do dia. Achei uma barraquinha que vendia "gaufres". Já falei aqui que são waffles, né? Opa, vê um aí com açúcar. E uma Perrier! Estou eu na fila da Torre, e começo a perceber uns olhares. Humm, será que tem algo de errado? O açúcar era aquele de confeiteiro. Pra quem não cozinha, é aquele açúcar beeeeem fininho, que voa que é uma maravilha. E ventava muito. Resultado: tinha açúcar na minha cara inteira, cachecol, câmera, e, se duvidar, até no sapato. Ê laiá. Não seria eu se não passasse vergonha.
A minha cara de pânico na foto da Torre é uma coisa pa-vo-ro-sa. Não tive nem coragem de comprar a foto. Prefiro lembrar da adrenalina de cair do que olhar praquela coisa medonha! Hahaha. Sempre vale a pena. Efeitos especiais e queda livre. Combinação sem erro.
Eis que, do nada, rola um daqueles desfiles. Claro que a babaca aqui ficou lá, parada, querendo ver o Mickey de novo, e as princesas, e as vilãs. Juro que é inevitável. Tem que estar lá pra entender!
Glauber, tirei foto da Ariel, versão humana e, portanto, princesa ruiva pra você, ok? Hehehe
E olha quem eu encontrei depois do desfileeeeee? Nossa, fiquei muito empolgada! Muito mais do que com o Mickey! Me senti a própria Boo.
Segui pro outro parque e fui tirar a foto clássica. Tentei tirar sozinha, mas não deu muito certo. Eis que surge uma alma caridosa e se oferece pra tirar.
E não é que a alma caridosa era um barbudinho, de olhos verdes, sorriso bonito e piercing na orelha? Me perguntou de onde eu era, e de que parte do Brasil, e se eu estava de férias, e até quando eu ficava, e se eu estava gostando. Enfim, muito simpático. Mas eu tive a leve impressão de que uma das meninas no grupo era namorada. Ou então uma amiga ciumenta, porque levei umas rajadas de olhar fuzilante. Então fui igualmente simpática, mas não quis dar bola. Ah tá, Milena. Como se você soubesse fazer isso...Enfim.
Parada técnica para comer um macarrãozinho na Cantina de A Dama e o Vagabundo. E segui para a primeira atração.
Minha primeira fila foi, OBVIAMENTE, o Star Tours. Nerd rules!
Tinham dois menininhos gêmeos, de uns 6 anos, que simplesmente sabiam TU-DO. Ficavam citando as cenas e as falas do filme. Em francês, claro. Coisinhas fofinhas. Pena que tava muito escuro. Muito mini-nerds, já de óculos.
O brinquedo é um simulador de voo, onde você participa do ataque à Death Star. Muito incrível. Juro que por pouco não entrei na fila de novo. Aliás, a fila faz parte da aventura. Enquanto você espera, na estação espacial, você ouve mensagens, igual aeroporto: "Droids com dificuldade de locomoção terão prioridade no embarque", "Proprietário da nave blá blá blá, favor dirigir-se ao estacionamento". E ainda tem um video instrutivo, antes do embarque, que mostra como afivelar os cintos, onde colocar os pertences, e ele é estrelado pelos personagens dos filmes. Deu pra sentir a minha empolgação, né?
Saindo de lá, ti-ve que comprar alguma coisa. Até que me comportei bem em relação às compras. Um R2D2 de um palmo e meio, e uma camisa do Yoda! Hihihihihi. Quis muito comprar esse incrível jogo de xadrez, mas estava esgotado =/
Na casa mal assombrada, aconteceu uma coisa engraçada. Logo no início, tem uma espécie de elevador, até o subsolo, onde a gente segue para sentar nas poltroninhas rolantes. E nesse elevador, tem um ator. Quando a gente chega no subsolo, e vai saindo, ele tem como função, dar uma assustada na galera. Mas ele era bonitinho. E o "susto" que ele me deu, foi um "au revoir" sussurado ao pé do ouvido, quando eu estava olhando para um dos quadros. Lógico que o tiro saiu pela culatra, e ao invés de um grito, saiu uma leve risadinha tímida. Foi aí que eu tive certeza que preciso conhecer um parisiense...